Poema de ficção científica

 

Poema de ficção científica

(A proposta era para os alunos, quem se empolgou foi a professora)

Um registro humilde de um surto criativo.


Em um planeta horrível

Vivia uma pessoa incrível

Havia muita criminalidade

E ele era cheio de bondade

 

Com robôs estranhos e malvados

O mundo estava desorganizado

Repleto de egoísmo e pobreza

Só ele possuía uma bela sutileza

 

Precisava encontrar um lugar pacífico

Onde valorizassem seu jeito magnífico

Uma nave ele se pôs a construir

Para dias depois ele partir

 

Viajou por dias e noites intermináveis

Até avistar algo formidável

Um enorme planeta azul

Envolto em uma bela luz

 

Totalmente deserto, com certeza desabitado

Construiu e plantou, muito animado

Primeiro sentiu-se muito contente

Até perceber que sentia falta de gente

 

Anos depois, ele continua desiludido

Pois sabe que não devia ter fugido

Descobriu que o pior de tudo era a solidão

Ela destruía seu antes esperançoso coração

 

Já não tinha combustível para voltar

Nem vontade de ali continuar

Queria que uma força diferente o levasse

E toda aquela existência terminasse

 

Quando outra nave ali pousou

Seu coração, já velho, disparou

Até que ouviu um anúncio desolador

Que lhe causou infinita dor

 

O planeta seria imediatamente explodido

Acabaria como se nunca houvesse existido

E sua existência estaria enfim terminado

Todo o bem feito, também apagado

 

 

 

(Imagem criada pelo chat gpt)

 

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